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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
TEOLOGIA BIBLICA
1. TEOLOGIA
A reflexão teológica é a atividade mais importante que um ser humano pode realizar.
Essa declaração pode surpreender alguns leitores, mas uma explicação do significado e
das implicações do empreendimento teológico fornecerá justificativa para uma tal
reivindicação. Consideraremos a natureza, a possibilidade e a necessidade desse campo
de estudo nas várias páginas seguintes.
A NATUREZA DA TEOLOGIA
A palavra TEOLOGIA refere-se ao estudo de Deus. Quando usada num sentido mais
amplo, a palavra pode incluir todas as outras doutrinas reveladas na Escritura. Ora, Deus
é o supremo ser que criou e até agora sustenta tudo o que existe, e a teologia procura
entender e articular, de uma maneira sistemática, a informação por ele revelada a nós.
Assim, a teologia se preocupa com a realidade última. Visto que é o estudo da realidade
última, nada é mais importante. Porque contempla e discuta essa realidade, ela,
conseqüentemente, define e governa cada área da vida e do pensamento. Portanto, assim
como Deus é o ser ou realidade última, a reflexão teológica é a atividade humana
última.
Esse livro é uma apresentação de diversas doutrinas bíblicas importantes, pertencentes
ao estudo da teologia sistemática. Uma doutrina consiste de uma série de proposições
relacionadas com certo tópico teológico — é o ensino bíblico de um determinado
assunto. Teologia, então, refere-se ao estudo da Escritura ou à formulação sistemática
das doutrinas dessa. Uma doutrina verdadeiramente bíblica é sempre autorizada e
obrigatória, e um sistema de teologia é somente autorizado até onde ele reflita o ensino
escriturístico.
Muitos advertem contra estudar teologia para o próprio bem dessa. O espírito antiintelectual
dessa geração tem se infiltrado de tal maneira na igreja, que eles recusam a
crer que alguma atividade intelectual possua valor intrínseco. Para eles, até mesmo
conhecer a Deus deve servir para um propósito maior, provavelmente pragmático ou
ético. Embora o conhecimento de Deus deva afetar a conduta de alguém, é, contudo, um
engano pensar que o empreendimento intelectual da teologia sirva a um propósito que
seja maior do que ela mesma. Os cristãos devem afirmar que, visto que estudar teologia
é conhecer a Deus, e esse é o maior propósito do homem, a teologia, portanto, possui
um valor intrínseco. Jeremias 9:23-24 diz:
Assim diz o Senhor: “Não se glorie o sábio em sua sabedoria nem o forte em sua
força nem o rico em sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em
compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o Senhor e ajo com lealdade, com
justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado”, declara
o Senhor.
Não há finalidade maior a que o conhecimento de Deus pretende alcançar, e não há
propósito maior para o homem senão o de que conhecer a Deus. O conhecimento
teológico produz demandas morais e outros efeitos na vida de uma pessoa, mas essas
Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9)
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não são propósitos maiores do que a tarefa teológica de conhecer a revelação verbal de
Deus.
A POSSIBILIDADE DA TEOLOGIA
Um pré-requisito para se construir um sistema teológico é provar que o conhecimento
teológico é possível. Jesus diz que “Deus é Espírito” (João 4:24); ele transcende a
existência espaço-temporal do homem. A questão que então se levanta diz respeito a
como os seres humanos podem conhecer algo sobre ele. Deuteronômio 29:29 tem a
resposta:
As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, o nosso Deus, mas as reveladas
pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as
palavras desta lei (Deuteronômio 29:29).
Teologia é possível porque Deus se revelou a nós através das palavras da Bíblia.
Deus revelou sua existência, atributos e exigências morais a todo ser humano, incluindo
tal informação dentro da mente do homem. A própria estrutura da mente humana inclui
algum conhecimento sobre Deus. Esse conhecimento inato, conseqüentemente, faz com
que o homem reconheça a criação como a obra de um criador. A grandeza, magnitude e
o desígnio complexo da natureza servem para lembrar ao homem de seu conhecimento
inato sobre Deus.
Os céus estão declarando a glória de Deus. A vasta expansão mostra o seu
trabalho manual. Um dia “fala” disso a outro dia; uma noite mostra
conhecimento a outra noite. Não há discursos, não há palavras; Nenhum som é
ouvido delas. Sua “voz” estende-se por toda a terra, suas palavras até os confins
do mundo (Salmo 19:1-3). 1
Portanto, a ira de Deus é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos
homens que suprimem a verdade pela injustiça, pois o que de Deus se pode
conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a
criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua
natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das
coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo
conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas
os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceuse
(Romanos 1:18-21). 2
Embora o testemunho da natureza concernente ao seu criador seja evidente, o
conhecimento do homem sobre Deus não vem da observação da criação. A última
1 Robert L. Reymond, A New Systematic Theology of the Christian Faith; Nashville, Tennessee: Thomas
Nelson, Inc.; p. 396. Lemos na NVI assim: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a
obra das suas mãos. Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite. Sem discurso nem
palavras, não se ouve a sua voz.”.
2 “Sua realidade invisível — seu eterno poder e sua divindade — tornou-se inteligível, desde a criação do
mundo, através das criaturas, de sorte que não têm desculpa” (v. 20, Bíblia de Jerusalém).
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